Bioethanol Fuel

ENQUETE

Muita gente parou de voar helicópteros a combustão por causa do preço do combustível glow a metanol com alta taxa de nitrometano. Por isso, a O.S. começa a preparar o desenvolvimento de um motor BE (Bioetanol) para heli e quer saber que tipo deveria lançar primeiro. O que você acha?

Quero um motor BE-50 para voltar a pilotar heli!

Não tô nem aí! Agora, eu só voo heli elétrico.

Chega de heli de brinquedo! Quero um BE-90 para pilotos avançados!

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PLANTÃO O.S. BE (Bioetanol)
Tudo o que precisa saber sobre os novos motores O.S. BE, a álcool comum, e a mistura combustível padrão para seu bom funcionamento. Se aqui não tiver o que você quer saber, pergunte!

XIS DA QUESTÃO - 3
O BÁSICO DO BÁSICO!!!
As dicas mais importantes dos motores BE:

1 - Regule a máxima RPM dentro da faixa de rotação indicada pelo manual, seja qual for a hélice!

2 - O som "apitado" da máxima RPM é mais grave do que nos motores glow convencionais, a metanol. Use tacômetro até acostumar seu ouvido a perceber a máxima RPM do BE. Leia mais aqui.

3 - Baixe o manual em português!

Só isso basta para voar bem! O resto é detalhe, como em qualquer motor glow, com ajustes de marcha lenta etc. etc.

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REGULAGEM
Um sábado com o
O.S. BE-75 de Zenildo

Examinei o motor O.S. BE-75 do piloto Zenildo Silva Menezes, do Rio de Janeiro, que teve dificuldades para ajustar a carburação em seus primeiros dias de voo. LEIA MAIS

25º Fesbraer - 30/04 a 02/05
O.S. com etanol e gasolina no maior festival do Brasil!

Veja as fotos!

Sábado, ao meio dia, não havia mais motores O.S. BE-55 nem combustível nas lojas no Fesbraer! Domingo, por volta das 11 horas, só havia um BE-75 em um dos estandes e, mesmo assim, já estava vendido, pois a loja pediu para o cliente deixar lá até o final do dia, como amostra! Os BE-120 também acabaram rápido, pois o Fesbraer estava repleto de pilotos de giant scale. Mas o estoque de combustível BE no festival acabou bem antes, pois quem comprou motor levou mais de um galão, na média. Havia mais de 700 inscritos no festival! A equipe da Aeromodelli passou três dias conversando com os pilotos sobre esses novos motores e – é claro! – voando!

Veja as fotos!

Os motores BE funcionaram também no chão para quem queria ver como é fácil dar a partida e sentir a regulagem.

O.S. GT-55 gasolina

Veja as fotos!

O 25º Fesbraer também foi palco da estréia no Brasil do primeiro motor a gasolina da O.S. Engines, o GT-55, que voou a bordo do Sbach 342 construído por Roque Avelino Campos (na foto acima, primeiro à esq.) e pilotado por André Pupin (3º da esq. para a dir.). Com eles, Álvaro Caropreso e o treinador com motor BE-55 e Fabrício Nascimento, construtor e piloto do Giant Stick que voou com BE-120.

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XIS DA QUESTÃO - 2
Manual em português
Baixe aqui o manual em português dos motores O.S. BE. Não deu tempo de colocar a versão impressa dentro das caixas dos primeiros motores vendidos, tal foi a velocidade com que foram despachados para as lojas! Porém...

Se você baixou o manual antes das 3h15m da madrugada de sábado (24/4) para domingo (25/4), baixe novamente! Havia um erro na página 38, que se refere à posição de fábrica da agulha de marcha lenta. Já foi corrigido. Perdão!

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Dica de regulagem
Amaciar primeiro, depois regular a alta e a lenta!
Para qualquer motor glow, independentemente do tipo de combustível, só depois de amaciado é que se pode partir para o ajuste fino da regulagem. Antes disso, você vai forçar o motor com as retomadas bruscas etc. Repito: isso vale para qualquer motor glow! Todo mundo esquece esse detalhe!

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Dica de regulagem
Apitado menos agudo
Quem já está acostumado com motores glow a metanol não vai estranhar nada os O.S. BE (Bioetanol). Mas é importante se acostumar com o novo "grito apitado" dos BE quando estão na máxima rotação. O som dos BE na máxima não é tão agudo quanto o dos glow convencionais. Leia o porquê disso aqui mesmo no site.

Por ser mais grave, o som dos BE em máxima rotação pode dar a impressão de que expressa "menos potência" do que o de um motor convencional "apitado". Porém, a potência efetiva dos BE não é muito diferente daquela dos seus equivalentes de mesma cilindrada.

Para fazer as regulagens até você se acostumar com o BE, o ideal é usar um conta-giros (tacômetro). Escolha uma hélice que permita máxima rpm dentro da faixa de melhor rendimento e torque indicada pelo manual de cada motor, quais sejam:

• 9.000 a 10.000rpm para BE-55;
• 8.500 a 9.500rpm para o BE-75;
• 8.000 a 9.000rpm para o BE-120.

Amacie o motor antes de tentar mexer na agulha de baixa rotação. Como os motores O.S. são fabricados em Osaka, no nível do mar, pode ser que a regulagem de fábrica da agulha de baixa rotação esteja um pouco rica para quem for estrear o BE em altitudes acima de 500 metros (o caso da Grande São Paulo). Use os mesmos macetes que você já conhece para regular a baixa, se for preciso.

Lembre-se também de que os BE giram as mesmas hélices recomendadas para os AX a metanol, mas a máxima rpm com qualquer uma delas nunca será superior a 12.000 rpm. A curva de máximo torque está entre as faixas de RPM indicadas acima. Essas são as faixas de máxima rotação recomendadas para qualquer hélice.

No mais, os BE têm os mesmos cacoetes de qualquer motor glow: precisam estar um pouco afogados para pegar, mas muito pouquinho mesmo; é um pouco difícil dar a partida sem starter elétrico com o motor muito quente (com starter ele pega de qualquer jeito); dão contra-golpes nos dedos de quem insiste em não usar bastão ou starter elétrico, etc etc.

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XIS DA QUESTÃO - 1
Rosca diferente na vela
A rosca da vela BE é diferente da usual nos motores a metanol, para evitar o uso de velas inadequadas. Não é uma questão de "quente" ou "fria"! O elemento catalisador da combustão na liga do filamento da vela BE é outro, próprio para o etanol.

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Potência e Desempenho
A diferença e a semelhança entre os motores BE e os a metanol
Por que o desempenho de um BE é semelhante ao de um motor a metanol de mesma cilindrada se, por exemplo, um O.S. 75-AX tem potência de 2,4ps a 15.000rpm enquanto o 75-BE tem 1,2ps a 10.000rpm? A pergunta é de Paulo Eduardo Andrade, de Água Boa, MT.
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Combustível padrão O.S. BE
Quanto custa? Onde tem?
O combustível BE produzido sob supervisão da Aeromodelli é vendido em todas as lojas de modelismo onde também estão disponíveis os motores O.S. BE.

A Aeromodelli não determina o preço final ao varejo. Tudo foi feito para que o preço aos consumidores fique por qualquer coisa entre R$ 29,00 e R$ 36,00 por galão de 3,6 litros, incluídos todos os impostos dos ciclos de produção e comercialização, que não são poucos, nem pequenos!

O exato preço final para o consumidor vai depender de quanto cada loja paga pelo frete, do ICMS do Estado e da política ao varejo que pratica.

De qualquer modo, os motores BE são SEMPRE mais econômicos do que os a glow tradicional (metanol), pois consomem bem menos (40% a 50%). Ou seja, mesmo se o combustível BE tivesse o mesmo preço do glow tradicional, os motores BE voariam muitíssimo mais barato!

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Como funciona o motor BE
Garantia só com combustível padrão!
Veja por que é MUITO IMPORTANTE o uso do combustível padrão O.S. Bioethanol e por que os motores O.S. BE só têm garantia se usarem esse combustível. As razões são TÉCNICAS. O assunto é bem interessante! Você vai compreender melhor como funciona esse tipo de motor BE e como cuidar do seu! LEIA MAIS

Era do Etanol
Os motores glow a álcool comum, ou etanol, como está na moda dizer, fazem sucesso há dois anos no Japão, onde a O.S. Engines lançou três modelos para aviões (55, 75 e 120). Mais dois motores BE estão em desenvolvimento: um 30 para aviões e um 18 para automodelos. A grande vantagem é o preço do combustível, pois o desempenho é equivalente ao dos motores glow tradicionais, a metanol. LEIA MAIS

A química do etanol
Saiba por que, apesar do parentesco químico, a combustão do etanol e do metanol são diferentes e o que isso significa para o funcionamento dos motores.
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Ótimo para instrutores
Os motores O.S. BE a etanol são mais do que ideais para aviões de treinamento, especialmente os usados por instrutores nos clubes, graças ao baixo consumo de um combustível que, ademais, é muito mais barato do que o glow tradicional, a metanol. LEIA MAIS

Ingredientes do bom combustível
Conforme já se pôde comprovar pelos testes conduzidos no Brasil pela Aeromodelli, o motor O.S. BE funciona corretamente apenas com uma simples mistura de álcool anidro com 10% de óleo de rícino. Isso basta para uma boa performance, mas a mistura ideal para qualquer motor glow deve ter algo mais. Dois aditivos são particularmente importantes:
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Jundiaí, SP, 27/4/10 - Parque da Cidade
Voo de estréia do BE-120
Que motorzão delicioso! Veja o vídeo!

O Giant Stick com BE-120 que levaremos ao 25º Fesbraer voou pela primeira vez na manhã desta terça-feira, 27/04, na pista do Parque da Cidade, em Jundiaí, SP. É realmente um motor delicioso! Fizemos quatro voos de 10 minutos cada, com um consumo total de cerca de dois tanques de 12 onças de combustível padrão O.S. Bioethanol.

O Giant Stick foi construído e pilotado por Fabrício Nascimento para ser levado ao 25º Fesbraer, em Gaspar, SC, dias 30/04 a 02/05. Na foto, Fabrício mostra o avião, ao lado do cinegrafista Luiz Pedro Pulcinelli.

Claro que o BE-120 ainda nem estava amaciado como manda o manual. Por isso, voamos com a mistura rica. Deixamos para fazer a regulagem de alta rotação e de marcha lenta quando chegarmos a Gaspar.

Mesmo voando "afogado", com hélice 16x10, o BE-120 foi capaz de levar os cerca de 5,5 quilos do Giant Stick em voo vertical desde o chão da pista – literalmente! – até perder de vista e ficou pendurado, pairando como a ensaiar um torque-roll. "Mas isso é pra quem sabe fazer torque-roll", disse Fabrício enquanto sustentava o avião na vertical.


O.S. BE nas pistas

O P-51 Hangar 9 de Marcelo Furuta
E
is aí a sugestão do piloto de São Paulo. Ele trocou o motor do avião por um O.S. 55-BE. Fez o voo de estréia na pista do Aerobello, em São Roque, no sábado, 24/04. Ele conta que tomou um susto por causa do vento muito turbulento, com ascendentes e descendentes que incomodaram. Quanto ao BE, Marcelo disse que a primeira partida foi mais difícil do que estava acostumado, mas "nada que um starter não resolva". Disse também que teve de mexer um pouco na agulha de marcha lenta, pois o motor morria. Sobre isso, lembro que a excelente pista do Aerobello fica em uma altitude acima da média na Grande São Paulo. Quando voei lá com o BE-55 de testes da Aeromodelli, também tive de mexer na lenta. (Álvaro Caropreso)

LEIA MAIS RELATOS DE QUEM JÁ CONHECE OS MOTORES O.S.BE


Combustível padrão O.S. BE
Lacre e controle de qualidade

LACRE – Os galões são lacrados na fábrica. Verifique a integridade do lacre de alumínio para ter certeza da procedência e da integridade do próprio conteúdo.

O galão não vaza se o lacre estiver íntegro. Todos os galões são testados, um a um, ao serem lacrados. Na foto acima, vê-se essa operação executada por Fabíola Gonçalves, filha e braço direito do químico João Batista Gonçalves, da Dimetil Química.

É difícil retirar o lacre. Use uma faca para isso. A tampa de plástico também é muito bem apertada. Talvez seja necessário fazer muita força para abri-la. Melhor bem apertado do que mal feito!

Veja o rótulo do combustível de bioetanol (em PDF) produzido no Brasil conforme as recomendações da O.S. Engines. Leia atentamente as especificações. Motores O.S. BE só terão garantia de fábrica se usarem exclusivamente este combustível.

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Enquanto isso, no Japão...

O.S. 35 BE para Aero
Já está no mercado japonês mais um motor BE!

O motor O.S. BE-35 custa no Japão cerca de 10% mais do que seu irmão BE-55, maior e mais potente. Por quê? Por causa da escala de produção! Como todos os motores BE, este também começou sendo fabricado só para o mercado japonês, que não é muito chegado em motores pequenos 2T. Lá, os pilotos preferem os pequenos 4T, o que fez a O.S. Engines programar uma produção relativamente pequena do BE-35, o que deu a ele um preço mais alto por unidade do que o do BE-55.

Quando a Aeromodelli viu esse aparente paradoxo nos preços, preferiu não trazer os BE-35 na primeira leva de motores a bioetanol que chega na segunda quinzena de abril. O segundo embarque, previsto para chegar no começo do segundo semestre trará uma pequena quantidade de BE-35 para testar o mercado brasileiro. Quem sabe a venda desses motores dispare por aqui de modo que a O.S. aumente a produção e abaixe o preço!

Afinal, há bons motivos para valer a pena comprar um BE-35, apesar de custar cerca de 10% mais do que um BE-55: o consumo em volume dos motores BE é muito baixo e, por ser pequeno, um BE consome ainda menos! Como o combustível a bioetanol é muito barato, vai dar pra voar quase de graça com um 35!

Aproveite e vote na enquete ao lado: Você compraria um BE-35 apesar de ele ser cerca de 10% mais caro do que um BE-55?

Veja aqui as especificações do O.S. BE-35.
 


Enquanto isso, no Japão...

A O.S. também trabalha firme no desenvolvimento do primeiro motor a bioetanol para automodelos. Eis aí a cara do 12TG-BE, um motor cuja versão a metanol tem história de campeão em carros na escala 1/10. Esse trabalho, porém, não é fácil. LEIA MAIS


Último rio limpo
Em abril de 2008, o Max-55AX-BE estreou em uma cerimônia às margens do rio Shimanto, ao sul do Japão, onde decolou no nariz de um hidroavião. A escolha desse rio não foi por acaso. Ele é cultuado como o “último rio limpo do Japão”. Em correspondência enviada à Aeromodelli na ocasião, Koichi Hirai, gerente de exportações da O.S., disse que a opção pelo etanol marca a posição que a fábrica quer anunciar para o futuro. “Estamos ansiosos para divulgar esta ideia em todo o mundo”, escreveu ele. Veja acima o vídeo do evento. É falado e legendado em japonês, mas o voo do aeromodelo é soberbo em qualquer língua!

 


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