PLANTÃO O.S. BE (Bioetanol) Tudo o que precisa saber sobre os novos motores O.S. BE,
a álcool comum, e a mistura combustível padrão para seu bom funcionamento. Se aqui não tiver o que você quer
saber,
pergunte!
XIS DA QUESTÃO - 3
As dicas mais
importantes dos motores BE:
1 - Regule a máxima RPM
dentro da faixa de rotação indicada pelo manual, seja qual for a
hélice!
2 -
O som "apitado" da máxima RPM é mais grave do que nos motores glow
convencionais, a metanol. Use tacômetro até acostumar seu ouvido a
perceber a máxima RPM do BE.
Leia mais aqui.
Examinei o motor O.S. BE-75
do piloto Zenildo Silva Menezes, do Rio de Janeiro, que teve dificuldades
para ajustar a carburação em seus primeiros dias de voo.
LEIA
MAIS
25º Fesbraer - 30/04 a
02/05
O.S. com etanol e gasolina
no maior festival do Brasil!
Sábado, ao meio dia, não
havia mais motores O.S. BE-55 nem combustível nas lojas no Fesbraer! Domingo,
por volta das 11 horas, só havia um BE-75 em um dos estandes e, mesmo
assim, já estava vendido, pois a loja pediu para o cliente deixar lá até o final do dia,
como amostra! Os BE-120 também acabaram rápido, pois o Fesbraer estava
repleto de pilotos de giant scale. Mas o estoque de combustível BE no
festival acabou bem antes, pois quem comprou motor levou mais de um galão, na média.
Havia mais de 700 inscritos no festival! A equipe da Aeromodelli passou
três dias conversando com os pilotos sobre esses novos motores e – é
claro! – voando!
Os motores BE
funcionaram também no chão para quem queria ver como é fácil dar a
partida e sentir a regulagem.
O.S. GT-55 gasolina
O 25º Fesbraer também foi palco da
estréia no Brasil do primeiro motor a gasolina da O.S. Engines, o GT-55,
que voou a bordo do Sbach 342 construído por Roque Avelino Campos
(na foto acima, primeiro à esq.) e pilotado por André Pupin (3º da
esq. para a dir.). Com eles, Álvaro Caropreso e o treinador com
motor BE-55 e Fabrício Nascimento, construtor e piloto do Giant
Stick que voou com BE-120.
XIS DA QUESTÃO - 2
Manual em português
Baixe aqui o manual em português dos motores
O.S. BE. Não deu tempo de colocar a versão impressa dentro
das caixas dos primeiros motores vendidos, tal foi a velocidade com que foram
despachados para as lojas! Porém...
Se você baixou o manual antes das 3h15m
da madrugada de sábado (24/4) para domingo (25/4), baixe novamente!
Havia um erro na página 38, que se refere à posição de fábrica da
agulha de marcha lenta. Já foi corrigido. Perdão!
Dica de regulagem
Amaciar primeiro, depois
regular a alta e a lenta! Para qualquer motor glow,
independentemente do tipo de combustível, só depois de amaciado é que se
pode partir para o ajuste fino da regulagem. Antes disso, você vai forçar
o motor com as retomadas bruscas etc. Repito: isso vale para qualquer
motor glow! Todo mundo esquece esse detalhe!
Dica de regulagem
Apitado menos agudo Quem já está acostumado com motores
glow a metanol não vai estranhar nada os O.S. BE (Bioetanol). Mas é
importante se acostumar com o novo "grito apitado" dos BE quando estão na
máxima rotação. O som dos BE na máxima não é tão agudo quanto o dos glow
convencionais.
Leia o porquê disso aqui mesmo no site.
Por ser mais grave, o som dos BE em
máxima rotação pode dar a impressão de que expressa "menos potência" do
que o de um motor convencional "apitado". Porém, a
potência
efetiva dos BE não é muito diferente daquela dos seus
equivalentes de mesma cilindrada.
Para fazer as regulagens até
você se acostumar com o BE, o ideal é usar um conta-giros (tacômetro).
Escolha uma hélice que permita
máxima rpm dentro da faixa de melhor rendimento e torque indicada pelo
manual de cada motor, quais sejam:
• 9.000 a 10.000rpm para BE-55;
• 8.500 a 9.500rpm para o BE-75;
• 8.000 a 9.000rpm para o BE-120.
Amacie o motor antes de tentar mexer na agulha de baixa rotação. Como os
motores O.S. são fabricados em Osaka, no nível do mar, pode ser que a
regulagem de fábrica da agulha de baixa rotação esteja um pouco rica para
quem for estrear o BE em altitudes acima de 500 metros (o caso da Grande
São Paulo). Use os mesmos macetes que você já conhece para regular a
baixa, se for preciso.
Lembre-se também de que os BE giram as mesmas hélices recomendadas para os
AX a metanol, mas a máxima rpm com qualquer uma delas nunca será superior
a 12.000 rpm. A curva de máximo torque está entre as faixas de RPM
indicadas acima. Essas são as faixas de máxima rotação recomendadas para qualquer hélice.
No mais, os BE têm os mesmos cacoetes de qualquer motor glow: precisam
estar um pouco afogados para pegar, mas muito pouquinho mesmo; é um pouco
difícil dar a partida sem starter elétrico com o motor muito quente (com
starter ele pega de qualquer jeito); dão contra-golpes nos dedos de quem
insiste em não usar bastão ou starter elétrico, etc etc.
XIS DA QUESTÃO - 1
Rosca diferente na vela A rosca da vela BE é
diferente da usual nos motores a metanol, para evitar o uso de velas
inadequadas. Não é uma questão de "quente" ou "fria"! O elemento
catalisador da combustão na liga do filamento da vela BE é outro,
próprio para o etanol.
Potência e Desempenho
A diferença e a semelhança
entre os motores BE e os a metanol Por que o desempenho de um BE é semelhante ao de
um motor a metanol de mesma cilindrada se, por exemplo, um O.S. 75-AX tem
potência de 2,4ps a 15.000rpm enquanto o 75-BE tem 1,2ps a 10.000rpm? A
pergunta é de Paulo Eduardo Andrade, de Água Boa, MT.
LEIA MAIS
Combustível padrão O.S. BE
Quanto custa? Onde tem? O combustível BE produzido sob
supervisão da Aeromodelli é vendido em todas as lojas de modelismo onde
também estão disponíveis os motores O.S. BE.
A Aeromodelli não determina o preço final
ao varejo. Tudo foi feito para que o preço aos consumidores fique por
qualquer coisa entre R$ 29,00 e R$ 36,00 por galão de 3,6 litros, incluídos
todos os impostos dos ciclos de produção e comercialização, que não são
poucos, nem pequenos!
O exato preço final para o consumidor vai
depender de quanto cada loja paga pelo frete, do ICMS do Estado e da
política ao varejo que pratica.
De qualquer modo, os motores BE são SEMPRE
mais econômicos do que os a glow tradicional (metanol), pois consomem bem
menos (40% a 50%). Ou seja, mesmo se o combustível BE tivesse o mesmo preço
do glow tradicional, os motores BE voariam muitíssimo mais barato!
Como funciona o motor BE
Garantia só com combustível padrão! Veja por que é MUITO IMPORTANTE o uso do combustível padrão O.S. Bioethanol
e por que os motores O.S. BE só têm garantia se usarem esse combustível. As
razões são TÉCNICAS. O assunto é bem interessante! Você vai compreender
melhor como funciona esse tipo de motor BE e como cuidar do seu! LEIA MAIS
Era do
Etanol Os motores
glow a álcool comum, ou etanol, como está na moda dizer, fazem
sucesso há dois anos no Japão, onde a O.S. Engines lançou três modelos para
aviões (55, 75 e 120). Mais dois motores BE estão em
desenvolvimento: um 30 para aviões e um 18 para automodelos. A grande vantagem é o
preço do combustível, pois o desempenho é equivalente ao dos
motores glow tradicionais, a metanol. LEIA MAIS
A química do etanol
Saiba por que, apesar do parentesco
químico, a combustão do etanol e do metanol são diferentes e o
que isso significa para o funcionamento dos motores. LEIA MAIS
Ótimo para instrutores Os motores O.S. BE a etanol são mais do que
ideais para aviões de treinamento, especialmente os usados por
instrutores nos clubes, graças ao baixo consumo de um
combustível que, ademais, é muito mais barato do que o glow
tradicional, a metanol.LEIA
MAIS
Ingredientes do bom combustível Conforme já se pôde comprovar pelos testes
conduzidos no Brasil pela Aeromodelli, o motor O.S. BE
funciona corretamente apenas com uma simples mistura de
álcool anidro com 10% de óleo de rícino. Isso basta para
uma boa performance, mas a mistura ideal para qualquer
motor glow deve ter algo mais. Dois aditivos são
particularmente importantes: LEIA MAIS
Jundiaí, SP,
27/4/10 - Parque da Cidade
Voo de estréia do BE-120 Que motorzão delicioso! Veja o
vídeo!
O Giant
Stick com BE-120 que levaremos ao 25º Fesbraer voou pela primeira
vez na manhã
desta terça-feira, 27/04, na pista do Parque da Cidade, em Jundiaí, SP. É
realmente um motor delicioso! Fizemos quatro voos de 10 minutos cada, com
um consumo total de cerca de dois tanques de 12 onças de combustível padrão O.S. Bioethanol.
O Giant Stick foi construído e pilotado por
Fabrício Nascimento para ser levado ao 25º Fesbraer, em Gaspar, SC, dias
30/04 a 02/05. Na foto, Fabrício mostra o avião, ao lado do cinegrafista
Luiz Pedro Pulcinelli.
Claro que o BE-120 ainda nem estava
amaciado como manda o manual. Por isso, voamos com a mistura rica. Deixamos para fazer a regulagem de alta rotação e de marcha lenta quando
chegarmos a Gaspar.
Mesmo voando "afogado", com hélice 16x10,
o BE-120 foi capaz de levar os cerca de 5,5 quilos do Giant Stick em voo
vertical desde o chão da pista – literalmente! – até perder de vista e
ficou pendurado, pairando como a ensaiar um torque-roll. "Mas isso é
pra quem sabe fazer torque-roll", disse Fabrício enquanto sustentava o
avião na vertical.
O P-51 Hangar 9
de Marcelo Furuta Eis
aí a sugestão do piloto de São Paulo. Ele trocou o motor do avião por um
O.S. 55-BE. Fez o voo de estréia na pista do Aerobello, em São Roque, no sábado,
24/04. Ele conta que tomou um susto por causa do vento muito turbulento,
com ascendentes e descendentes que incomodaram. Quanto ao BE, Marcelo
disse que a primeira partida foi mais difícil do que estava acostumado, mas "nada que um starter não
resolva". Disse também que teve de mexer um pouco na agulha de marcha
lenta, pois o motor morria. Sobre isso, lembro que a excelente pista do
Aerobello fica em uma altitude acima da média na Grande São Paulo.
Quando voei lá com o BE-55 de testes da Aeromodelli, também tive de
mexer na lenta. (Álvaro Caropreso)
Combustível padrão O.S. BE
Lacre e controle de
qualidade
LACRE – Os
galões são lacrados na fábrica. Verifique a integridade do lacre de
alumínio para ter certeza da procedência e da integridade do próprio
conteúdo.
O galão não
vaza se o lacre estiver íntegro. Todos os galões são testados, um a um,
ao serem lacrados. Na foto acima, vê-se essa operação executada por
Fabíola Gonçalves, filha e braço direito do químico João Batista
Gonçalves, da Dimetil Química.
É difícil
retirar o lacre. Use uma faca para isso. A tampa de plástico também é
muito bem apertada. Talvez seja necessário fazer muita força para
abri-la. Melhor bem apertado do que mal feito!
Veja o rótulo do combustível de
bioetanol (em PDF) produzido no Brasil conforme as recomendações da O.S.
Engines. Leia atentamente as especificações. Motores O.S. BE só terão
garantia de fábrica se usarem exclusivamente este combustível.
O.S. 35
BE para Aero
Já está no mercado japonês
mais um motor BE!
O motor
O.S. BE-35 custa no Japão cerca de 10% mais do que seu irmão BE-55,
maior e mais potente. Por quê? Por causa da escala de produção! Como
todos os motores BE, este também começou sendo fabricado só para o
mercado japonês, que não é muito chegado em motores pequenos 2T. Lá, os
pilotos preferem os pequenos 4T, o que fez a O.S. Engines programar uma
produção relativamente pequena do BE-35, o que deu a ele um preço mais
alto por unidade do que o do BE-55.
Quando a Aeromodelli viu esse aparente
paradoxo nos preços, preferiu não trazer os BE-35 na primeira leva de
motores a bioetanol que chega na segunda quinzena de abril. O segundo
embarque, previsto para chegar no começo do segundo semestre trará uma
pequena quantidade de BE-35 para testar o mercado brasileiro. Quem sabe
a venda desses motores dispare por aqui de modo que a O.S. aumente a
produção e abaixe o preço!
Afinal, há bons motivos para valer a pena
comprar um BE-35, apesar de custar cerca de 10% mais do que um BE-55: o
consumo em volume dos motores BE é muito baixo e, por ser pequeno, um BE
consome ainda menos! Como o combustível a bioetanol é muito barato, vai
dar pra voar quase de graça com um 35!
Aproveite e vote na enquete ao lado:
Você compraria um BE-35 apesar de ele ser cerca de 10% mais caro do que
um BE-55?
A O.S. também
trabalha firme no desenvolvimento do primeiro motor a bioetanol para
automodelos. Eis aí a cara do 12TG-BE, um motor cuja versão a metanol
tem história de campeão em carros na escala 1/10. Esse trabalho, porém,
não é fácil. LEIA
MAIS
Último rio limpo Em abril de 2008, o
Max-55AX-BE estreou em uma cerimônia às margens do rio Shimanto, ao sul
do Japão, onde decolou no nariz de um hidroavião. A escolha desse rio
não foi por acaso. Ele é cultuado como o “último rio limpo do Japão”. Em
correspondência enviada à Aeromodelli na ocasião, Koichi Hirai, gerente
de exportações da O.S., disse que a opção pelo etanol marca a posição
que a fábrica quer anunciar para o futuro. “Estamos ansiosos para
divulgar esta ideia em todo o mundo”, escreveu ele. Veja acima o vídeo
do evento. É falado e legendado em japonês, mas o voo do aeromodelo é
soberbo em qualquer língua!